Special Hangout: Tabletop RPG around the World no EVRPG 2012

botecoevrpg

Aproveitando pra tirar a poeira e as teias de aranha do blog (2013 promete, mas eu só prometo as coisas mesmo, não…?), venho de última hora anunciar aqui e registrar que no próximo dia 8 de dezembro de 2012 (yep, amanhã…), vai rolar uma iniciativa bem legal do Júlio Matos com a organização do Encontro Virtual de RPG 2012, na qual eu tive a honra de ser incluído! Ricardo Tavares, Julio Matos, eu e o convidado internacional Jason Morningstar (autor de Fiasco, Grey Ranks, Durance, etc…), vamos bater um papo sobre o RPG ao redor do mundo.

Jason, que na Gencon deste ano organizou um painel sobre o assunto – comentando inclusive um pouco sobre a produção atual daqui – estará compartilhando um pouco das informações que tem reunido, e esta será uma puta oportunidade de começarmos, nós ludofônicos, a estreitar os laços com a comunidade ao redor do mundo! =]

Nas palavras do próprio Jason:

If you are making games, you need to be looking outside your own culture for both inspiration and fellowship. In terms of gaming, your own culture (whatever it is) is a monoculture – you and your freinds all grew up playing the same games in the same way. Thinking the same way about the same problems, too. There’s nothing more effective at shaking up one’s world view and questioning tired assumptions than seeing how other people do it – people who come from a different gaming tradition, approach similar problems in unexpected ways, and perhaps have entirely unique approaches to our shared hobby. It can be difficult and frustrating, since language is often a barrier and where it isn’t culture itself often is – but broadening your horizons is so, so worth it.

– retirado do blog Zeokang

Você pode confirmar sua presença no Evento do Google Plus CLICANDO AQUI!!!

Além disso, a Retropunk disponibilizou um brinde especial:

Um exemplar de FIASCO em Português autografado pelo Jason Morningstar!

Para concorrer basta retwittar (ou twittar) a frase abaixo e estar presente nos comentários da transmissão no dia do evento para receber (sortearemos durante o Hangout e o vendcedor vai ter que comentar que está assistindo :D):

Eu vou assistir o Hangout com Jason Morningstar no #EVRPG e quero ganhar FIASCO Autografado da @RetroPunkGD! Dê RT! kingo.to/1dM8

Segue o release oficial do evento:

Quem disse que precisa sair de casa para jogar RPG? Se você não encontra com quem jogar na sua cidade, chegou sua hora! Nos dias 7, 8 e 9 de dezembro de 2012, você vai poder se encontrar e jogar online com RPGistas de todo o país. Serão 72h de diversão! Há inúmeras opções de ferramentas disponíveis na internet: RPG2ic, Fantasy Grounds 2, Taulukko, RRPG Firecast, Open RPG, MapTools, Google Hangout, MSN, Skype, TeamSpeak, além dos velhos e bons fóruns e e-mails. Já Temos mesas cadastradas de D&D, Tormenta RPG, GURPS, Old Dragon e uma série de outros sistemas e temáticas! Saiba mais no site: http://www.evrpg.com.br/blog/ Participe! Se você é Mestre, cadastre sua mesa o quanto antes, para os jogadores escolherem o que jogar e preparar seus personagens com antecedência. Não se esqueça de deixar o máximo que puder de informações (sistema, cenário, número de jogadores, se ainda há vagas, se aceita iniciantes…), acompanhar os comentários no post e dar retorno às inscrições. Se você é jogador, mais fácil ainda: basta escolher a sua mesa navegando pelo menu superior do site e se inscrever por meio dos comentários e prepare o seu personagem! Já existe diversas mesas cadastradas. Só se inscrever e jogar! Clique neste link para encontrar uma mesa: http://www.evrpg.com.br/blog/?page_id=2351 Convidado Internacional Em uma iniciativa inédita, o EVRPG trará um bate papo virtual com um convidado internacional durante o Evento.  Guarde na agenda: no dia 8 de dezembro, durante o IV EVRPG, vai rolar um super Hangout com participações especialíssimas de Jason Morningstar (ele mesmo, o autor de Fiasco!), Eduardo Caetano (é, o cara de Violentina!) e Ricardo Tavares (sim, o Jogador Sonhador!). Essa turma de primeira vai bater um papo sobre Jogos Independentes pelo Mundo! Segue o Link do Evento: https://plus.google.com/u/0/events/ca147d9lqfp87bbptijsc29l3o0  Não quer perder, né? Então, atenção aos horários: 19h para quem tá no horário de Brasília, 16h para quem está nos EUA (Western) e 21h de Portugal.

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Top 10 Livros de RPG

 


 

Minha contribuição! =]
Um pouquinho atrasado, mas o que importa é a brincadeira!

Durante a semana de 23 a 29 de Ssetembro de 2012, rolou a Semana Internacional do Livro, e a blogosfera rolista, inicialmente incentivada por Diogo Nogueira do blog Pontos de Experiência [ http://pontosdeexperiencia.blogspot.com.br/2012/09/semana-internacional-do-livro-seus-10.html ], iniciou uma brincadeira na qual você deveria listar os 10 livros de RPG que mais gosta. Para isso, deveria seguir apenas três regras:

1-Você deve possuir esses livros fisicamente, não vale PDF (se acontecer um cataclisma tecnológico, como você vai jogar com eles?) ou livros que você adoraria possuir;

2-Não precisa ser necessariamente um livro, pode ser um Boxed-Set (que acabe contendo mais de um livro), mas deve ser um único produto (ou seja, se por acaso você comprou um promoção que vieram vários livros juntos, mas, normalmente, eles são vendidos separados, não conta);

3-Podem ser livros nacionais ou importados, de qualquer sistema de regra, de qualquer tipo de ambientação, basta ser de RPG;

A cada escolha, fazer uma breve explicação do porquê da mesma, bem simples e rápida.

Meus 10 livros são

#1 – Apocalypse World
#2 – Fiasco
#3 – Abismo Infinito
#4 – Wraith: the Oblivion
#5 – GURPS Horror
#6 – Damnation City
#7 – Vampiro: a Máscara
#8 – GURPS Iluminatti
#9 – Trevas
#10 – Houses of the Blooded

As explicações estão no vídeo.

E você? Quais os 10 livros de RPG que mais gosta?

Mais Jogos, Menos Tempo.


Olá Rolistas!

Já faz um tempo que não escrevo esta saudação!

=]

O lance é que estive envolvido em um monte de projetos pessoais e profissionais que me ocuparam bastante o tempo, e me privaram de atualizar os conteúdos que gostaria de partilhar sobre o hobbie.

Alguns de vocês podem já ter visto os dois novos videos do meu canal do youtube. Como dito lá, meu intuito este ano é juntar as duas mídias – vídeo e texto – e o que mais for útil, na produção de conteúdo. Portanto, os vídeos serão um canal de comunicação mais direta e atual, enquanto os textos aqui no blog servirão mais como uma forma de registro e documentação.

Existem muitos projetos. Muitos mesmo. E muita coisa mudou e evoluiu desde de que lançamos o Violentina. Inclusive a própria cena rolista lusofônica evidenciou o que já esperávamos: uma crescente produção de jogos, e jogo muitos bons.

Secular Games.

Uma parte da explosão de jogos novos legais surgindo foi a segunda edição do Concurso Faça Você Mesmo de Criação de Jogos da Secular. Este ano justamente pela falta de tempo, não pude participar com a criação, mas auxiliei um pouco sendo convidado para ser um dos jurados da segunda etapa. E que jogos bacanas eu avaliei! Um destes que merece destaque é o Indecifrável Mundo Novo, bela surpresa do camarada Matheus Funfas. Você pode conferir este jogo e os demais aqui. Vai lá que tem muita coisa boa! Vale o meu parabéns para todo mundo que participou – esse ano estava mais difícil ainda, com a inclusão de oito temas guias – e principalmente pros ganhadores, como o comparsa invicto John Bogéa com seu Mundo Perfeito, e Júlio Matos com o sensacional O Jogo.

Uma das novidades mais legais deste ano, foi o convite que Secular Games me fez para incorporar de forma definitiva à editora, da qual sempre fui super fã. Projetos beeem legais estão no forno pra sair da padaria punk da editora…

Mais jogos.

Outra boa coisa que tem rolado este ano é que estou conseguindo jogar com uma certa frequência. Ok, não tanto quanto gostaria e que acredito que seja saudavelmente possível, mas ainda assim de forma considerável. Temos testado alguns jogos nossos, algumas ideias iniciais de mecânicas e conceitos, e isso tem me deixado numa pilha boa. Meu desejo é de  conseguir tecer comentários sobre eles sempre que possível aqui.

Uma destas experiências que merece um post só pra si, foi o processo de criação de uma campanha pós-apocalíptica que meu grupo realizou. Só pra dar uma palhinha, o processo se deu em duas sessões distintas em que a primeira foi uma reunião no buteco, para decidirmos em conjunto que tipo de histórias gostaríamos de contar. Até este ponto, não sabíamos qual o sistema, quem seria narrador e muito menos o cenário. Durante algumas horas de debate regado à cerveja, nivelamos os interesses e as expectativas de cada um ao jogar RPG, bem como o que não aprecia ou discorda. Ao fim da noite, tínhamos um conceito de cenário com o dedo de todo mundo e uma vontade insana de explorá-lo.

Num segundo encontro, reservamos a oportunidade para desenvolver e estabelecermos aspectos do cenário e NPCs, amarrando-os ao final durante a criação de personagens. Neste instante, tudo sobre o universo de jogo até então era de conhecimento e de agrado de todos. Como sistema, optamos por utilizar como o base, o FATE, e como fiquei encarregado de Narrar a campanha, adequei o sistema ao máximo que ele permite às expectativas  e necessidades da premissa.

Foi uma experiência fantástica!

Quero Jogar RPG & o Clube de Jogos Sétima Armada.

Belo Horizonte está numa época estimulante. Não só está crescendo o número de pessoas com interesse crítico no hobbie, como se consolida cada vez mais os espaços para encontros dos entusiastas. O Sétima Armada firmou parceria com o Centro Cultural da UFMG, e agora todo domingo temos um ótimo espaço para jogar, conversar e se encontrar. Além disso, a parceria com o Quero Jogar RPG, só vem à acrescentar, pontuando mensalmente um encontro que já alcança o terceiro ano existência!

Estudos de Design & Teoria.

Boa parte do meu tempo livre eu tenho reservado para ler e escutar material sobre Game Design. Tem sido estimulante e quase chego a compará-lo à um processo de “graduação”. Desde que adquiri o excelente Rules of Play, minha perspectiva sobre as possibilidades no hobbie só tem se expandido geometricamente. A principal proposta do livro é firmar fundamentos e conceitos, para que o Design de  Jogos seja encarado como um campo de conhecimento específico. Portanto seus conceitos vão tender a dar parâmetros mínimos para um debate livre de equívocos conceituais. Digo isso, pois recentemente o Rocha do Área Cinza e da Secular, tacou fogo numa iniciativa deveras empolgante. Com um convite provocativo, chamou uma galera da produção nacional pra discutir Teoria HardCore. O local escolhido para isso, não poderia deixar de ser, o Garagem RPG.

Portanto, se você também têm interesse nesse assunto, não deixe de passar por lá.

Por hora, é isso.

Este post foi um processo auto imposto com o propósito de me disciplinar a manter uma periodicidade de publicação. Desta forma, percebe-se o quanto estou enferrujado. Foi um post meio sem assunto central, seguindo apenas o fluxo de consciência, com o propósito apenas de informar-lhes e registrar as novidades. Ah! E claro, estreiar o novo template!

Com o tempo, pego o hábito, e aperfeiçoo o método, assim como num processo de playtest…

😉

Abraços

Entrevista no Blog Malkavianos RPG

Olá Rolistas!

Pra iniciar o ano, divulgo aqui a entrevista sobre o Violentina e que rolou com o Ailson Lima, do blog MalkavianosRPG.

Aproveito pra deixar meus agradecimentos pelo espaço, apoio e disposição que os Malks ofereceram! Valeu demais!

Eduardo Caetano fala sobre Violentina

Tarantinesco, é assim que posso definir o estilo de Eduardo Caetano, autor de Violentina e amante de um tipo de cinema onde a violência é arte e música. Repleta de referências de filmes comoRocknRolla e Pulp Fiction, a obra de Caetano é um marco na história do RPG Nacional. Não estou exagerando, a experiência com o financiamento coletivo servirá de exemplo para os próximos autores. Estive fuçando a obra do cara desde o inicio do ano e com o lançamento do livro físico chegando, resolvi procurar o Eduardo para que ele respondesse algumas perguntas para vocês. Notei muita simpatia e boa vontade, mas acima de tudo: o cara sabe o que faz e fez um RPG com a cara dele, mas que será a cara de muitos RPGistas no Brasil. Sem mais firulas, pois isso não combina com a matéria, com vocês o Tarantinesco Eduardo:
Quanto de Tarantino, Guy Ritchie e Frank Muller tem em Violentina? Esses diretores te inspiraram de que forma?

Huummm… 60% do Tarantino, 35% do Ritchie, 2,5% do Miller e 2,5% de uma salada de frutas podres do cinema apelativo (Exploitation) dos anos 70! 

Como jogador de RPG, gosto de perceber a maneira como as pessoas contam suas histórias, ou como e o porquê de elas conseguirem ser boas nisso. No caso do Tarantino, o cara consegue contar histórias sobre glamourização da violência de uma maneira muito específica, frenética, não-cronológica, não focada nos (geniais) personagens, e sim na relação entre eles. 



Sem contar que ele bota no liquidificador uma porrada de referências pop, quase kitchs, e que a princípio não teriam relação nenhuma uma com a outra. Acho isso genial. Por que me diverte, me entretém. Tanto, que me provocou a vontade de criar um jogo inspirado nestes aspectos.

Já Guy Ritchie faz algo semelhante, mas com um formato diferente, mais videocliptico, preocupado com uma verosimilhança, e não menos genial. Conta histórias sobre como as atitudes ganaciosas de gangsters wannabes ingleses desencadeiam situações absurdas e com consequências ironicamente catastróficas. 


As histórias de Ritchie possuem um aspecto mais catártico. O que acredito ser um bom ingrediente pra mistura.Sou muito fã de Demolidor, mas eu não conheço a fundo a obra de Miller (a não ser pelo que se filmou dele), e se houve alguma inspiração, com certeza foi esteticamente. Dou muita importância a experiência estética nas coisas que faço ou experimento, portanto provavelmente Frank Miller está de alguma forma implícita na parte gráfica do livro. Mas acho que a principal inspiração consciente veio de um quadrinista tupiniquim, o Greg Tocchini, (que na época da Dragão Brasil era conhecido como Evandro Gregório). O trabalho dele evoluiu constantemente ao longo dos anos, mas eu tenho um apreço incomensurável pelos primeiros desenhos dele, o traço cru em alto contraste de luz e sombra, preto no branco, naquim chapado.Tenho um fetiche obsessivo com livros, como objeto físico. Queria evidenciar isso na experiência tátil do Violentina, da textura do papel e da tinta sobre ele. Espero ter conseguido.

Qual filme você viu e disse: quero fazer um RPG sobre isso!

Cara, com certeza foi Pulp Fiction!

 Assistindo ao filme, eu ficava sempre me perguntando em como seria possível transferir a experiência de assistir Pulp Fiction pra mesa de jogo, pois acreditava que esta poderia ser inclusive mais intensa, uma vez que ela não seria a princípio, somente “consumida”, e sim produzida coletivamente. 

Estando fascinado com as discussões teóricas de RPG Indie da última década, tendo experimentado jogos com formatos mais audaciosos (como Fiasco, A Penny for my Thoughts, Shotgun Diaries, etc…), e meio que estar “estudando” a forma que estes jogos foram desenhados para cumprirem o papel a que se propunham, foi só somar dois mais dois na minha cabeça pra fagulha de tensão criativa incendiar minha mente.Então me propus a fazer isso. Um RPG que transportasse histórias Tarantinescas da tela do cinema, para a mesa de jogo. Mas não foi de uma hora pra outra. Os fatores foram se somando ao longo do tempo, até eu sentar a bunda na cadeira pra escrever alguma coisa. Enquanto eu ia revendo Snatch, e me divertindo pra caralho com o revival Grindhouse do Robert Rodriguez, eu ia confirmando e sedimentando a idéia: “Há, isso se encaixaria bem no jogo… Isso também!”ou “Isso daria uma boa mecânica!



Como foi a experiência de lançar um livro através do financiamento coletivo?

Cara, tem sido intenso!

 Eu e o Rocha, da Secular ainda estamos imersos no meio do processo (no fim na verdade), e ainda estamos digerindo as coisas. Mas já dá pra afirmar algumas coisas.Talvez o nosso principal macro-objetivo era testar o formato, ver se era viável, e abrir mais uma porta cheia de possibilidades para o hobbie no Brasil. 



Acredito que a experiência se confirmou bem sucedida e podemos dizer que financiamento coletivo é uma alternativa muito interessante de publicação de RPG por aqui. Dá pra dizer que é algo que vale a pena, sem riscos e que pode inclusive potencializar seu produto, seu jogo, se você buscar explorá-lo nessa direção, como uma ferramenta.


Violentina segue a linha de novos RPGs como FIASCO, apresenta vários itens como cartas, brindes diversos e pode ser jogado sem mestre. O RPG está pendendo para esse novo estilo?

Não acredito que o RPG caminhe necessariamente nesta direção.

Na forma como vejo, acho que apenas estamos explorando outras formas ou novas formas de abordar o hobbie. Nessa busca, por vezes esbarramos em jogos similares, que estão ali colados no hobbie, jogos de tabuleiro, jogos de cartas, brincadeiras de infância, etc. Exploramos o potencial de suas mecânicas e acabamos por borrar os limites que os separam. Acho muito válido. Isso sim pra mim é exaltar a máxima que diz: “Não importa como é feito, desde que você esteja se divertindo”.Por isso que jogos como Fiasco nem são considerados RPG por alguns, mas inevitavelmente acaba sendo um jogo praticamente só de rpgistas. Pois no final das contas, são ramificaçnoes de um tronco comum. 



Em uma analogia tosca com o universo da música, é como se Fiasco por exemplo fosse Punk, o Burning Wheel mais Heavy Metal, o GURPS um Progressivo… Mas todos acabam sendo derivados da mesma raiz: o bom e velho D&D Rock n’Roll. 


 As novas vertentes não virão pra substituir as velhas. Elas virão acrescentar mais opções, ao variado leque de possibilidades.O RPG é uma mídia muito flexível, que nem sabemos ainda ao certo, o limite de sua elasticidade. Algumas pessoas se predispõem a testar estes limites, explorar seus potenciais latentes, obscuros.  E com a internet, não existem mais empecilho pra conectar estas pessoas, de interesses rpgístico específicos em comum. Então a produção de conteúdo novo e original se intensifica. A informação se espalha facilmente, e uma boa ideia nova vira notícia, dando a impressão de isso é “a nova onda do momento”. Mas os grandes bestseller ainda são os mesmos. D&D, Vampiro, Tormenta, etc tem tiragem a cima dos milhares de livros. Fiasco, 3:16, Violentina, ainda estão longe de justificarem tal tiragem. Se considerarmos que RPG é uma mídia de nicho, estes indies seriam nicho do nicho. Acredito que esse cenário ainda permanecerá por muito tempo, e não acho isso ruim, de maneira alguma. O legal, é que agora começamos a ter mais opções na cena nacional, e não dependemos de uma produção centralizada, nuclear, pra termos acesso aos jogos que queremos consumir.


Quanto a questão da variedade dos acessórios, Violentina por exemplo foi concebido pra se jogar com o mínimo de acessórios possíveis, apenas um par de baralho, lápis e papel. Acontece que mesmo assim, caso você deseje, o jogo permite se utilizar de uma gama de bugigangas, para cada um de seus aspectos. Nós jogadores gostamos destes “props”. São objetos de fetiche, de coleção, de focalização, de imersão e intensificação da experiência de jogo. Isso foi explorado durante a campanha de financiamento coletivo, oferecendo inúmeros acessórios exclusivos, como uma espécie de presente de agradecimento a quem contribuiu com a viabilização do jogo.

Durante a fase de captação de recursos para o livro, você recebeu a ajuda da comunidade RPGistica. Como foi isso? Você esperava essa campanha?

Não esperava, de forma alguma! Mas tenho certeza de que isso só foi possível graças a parceria com a Secular. 
Em resumo, o processo se deu mais ou menos assim:Durante a RPGCon 2011, a fim de tentar divulgar a idéia, deixei no stand da editora dez cópias impressas de rascunho da versão de playtest e uma centena de folders, explicando o jogo e como queria bancá-lo com o finaciamento coletivo. Esta versão do livro acabou em duas horas, o que pra mim foi surpreendente e estimulante. Logo na semana seguinte, já havia um burburinho sobre o jogo pelos blogs que cobriram o evento.Uma semana antes do início da campanha, o Rocha enviou um pré-release do jogo e da campanha para vários blogs parceiros, e estes começaram a divulgar. Acredito que foi aí o ponto fundamental desta ajuda. Pois na semana seguinte, batemos a meta da campanha em menos de quatro horas. Isso só pode ter sido resultado desta divulgação prévia, desta ajuda da comunidade. A partir de então, o próprio fato de termos atingido a meta tão prematuramente se tornou a notícia pertinente a se espalhar, gerando uma reação em cadeia, nos trazendo ao ponto atual.

Violentina portanto, é um produto resultante desta ação coletiva da comunidade Rpgística. Ela recebeu o dedo de centenas de pessoas. Me chame de corno quiser, mas tenho orgulho de afirmar que Violentina não me pertence, não tenho ciúmes desta vadia. Abri as pernas e a entreguei pra todo mundo que desejasse por as mãos nela. E não tem como eu ser mais grato por isso.

 

Soube que você tem testado vários RPGs Indies gringos e nacionais. Explica pra gente o que é indie e indica um para os leitores do blog.

RPG Indie é um termo tão controverso, que vou dar apenas a minha visão pessoal da parada toda, ok?Acredito que “Indie” pode ser aplicado a diversas esferas do hobbie. Eu aplico o termo a três questões que são meio indissociáveis e que se permeiam entre si. É a questão da Editora, da Autoria e do Conceio.A princípio, por ser uma abreviação em inglês de independente,Indie remete a ideia de fazer um jogo sem depender de uma editora, pra produzir, divulgar e o vender. Portanto esta seria a aplicação do aspecto Editorial do termo. 



O jogo Indie Autoral, seria aquele em que o autor tem completo domínio sobre seu conteúdo, sendo ou não lançado através de uma editora, e cujo conteúdo pode ser tanto original, quanto uma repetição da mesmice. O lance aqui, é que o autor dita as regras, e portanto é “independente”.

Já o aspecto Conceitual diz respeito ao próprio conteúdo do jogo. Ele pode tanto ter sido produzido pela MegaEditora™, em capa de couro, com páginas folheadas a ouro, quanto xerocado na garagem de casa e distribuído no sinal, não importa. Se o seu conteúdo diverge do que já existe no mercado, questiona o próprio hobbie, propõe novas formas de encarar o jogo e mesmo de joga-lo, ele acaba podendo ser considerado Indie, pois o seu conceito foge do mainstream.

De qualquer forma, acho que mais do que remoer esta definição, o importante é jogar, experimentar e se divertir, sem se preocupar se este ou aquele jogo é melhor ou pior do que o outro, se este é ou não RPG. Definir Indie só importa na medida em que a definição potencializa a sua experiência de jogo. Caso contrário, deixa pra lá… =]

Quanto a indicação de um jogo… hum… putz! São tantos pra indicar! 


Mas se for pra escolher um específico, sugiro então o Abismo Infinito, do John Bogéa. Ele reúne praticamente todas as qualidades que eu procuro num jogo Indie, tem mecânicas enxutas mas bem focadas e um cenário fantástico de Horror Psicológico Espacial Lovecraftiano. Além de ser gratuito! =]

Qual a previsão de lançamento do livro físico de Violentina e como podemos adquirir um exemplar deste novo RPG?

A previsão é de que a Secular Games comece a venda ainda este ano, antes do Natal e poderá ser adquirido na loja virtual da editora:

Violentina já tem atualizações!

Olá pessoas!

Bem, o primeiro arquivo postado no Scribd de Violentina já foi atualizado!

Na verdade, faltavam no corpo do livro, todos os Gabaritos que auxiliam na realização do jogo, e que agora vão facilitar sua compreensão.

Para exemplificar a importância destes, deixo abaixo, os arquivos em PDF para download para que possam conferir, e quem for testar o jogo, utilizar estes Gabaritos.

Valeu pela força até agora de todo mundo!

Papel [PDF]

SEMENTES[PDF]

Mesa[PDF]

sinopse_inteiro [PDF]

Pra quem ainda não conhece o jogo:

[…e pra quem deseja a versão mais atualiada]

[Violentina] – Arte Interna

Olá Rolistas.

Venho atualizar o blog com o intuito de voltar a divulgar algumas das mais recentes atualizações acerca dos dois jogos que estou desenvolvendo. Hoje, só pra dar um gostinho,  segue alguns exemplos de estudos que eu tenho feito para a arte interna de ViolentinA. Dê sua opnião!

Que a chuva lave essa cidade imunda!

Você tem algo que me pertence!

Corre maluco!