Meu Brinquedo Preferido – versão “zine” à venda!

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Olá Rolistas!

Finalmente, após 3 anos em stand by, o Meu Brinquedo Preferido encontrou seu caminho para fora da gaveta. Através da minha página do Patreon, consegui dedicar o tempo necessário para finalizar este projeto.

Acontece que após a publicação tanto do PDF em sua versão prototípica finalizada, quanto do processo de confecção da versão física como recompensa para os Mecenas através de uma encadernação artesanal especial, muita gente andou me procurando para saber como conseguir uma cópia. Decidi então disponibilizar uma versão simplificada à venda. O principal propósito do post é descrever e esclarecer as particularidades desta versão “Zine”, além de apontar onde ela se difere da versão do Patreon, para que não haja dúvidas caso você deseje adquirir uma cópia.

Processo Artesanal: Como o próprio nome já diz, a pegada aqui é produzir o livro em um formato de Zine. É uma produção caseira, artesanal, mais punk, bruta, crua, rudimentar… Costurada à mão, no melhor estilo D.I.Y (Faça você mesmo). Desde que tomei conhecimento da produção dos AshCans na cena Indie gringa, há alguns anos atrás, procurei meios de incorporar estes conceitos na minha produção. Esse projeto realiza este desejo, que aliado à plataforma do Patreon, permite que eu explore diversas formas experimentais de produção.

A primeira diferença está na impressão em Preto & Branco seguida da capa em papel cartão azul. Na versão do Patreon, o miolo é colorido e a capa é dura, em Papel Holler. O miolo é feito com o papel “Creative Paper” da Foroni, com oito cores aleatórias e sortidas. Capa e Miolo são unidos com linha encerada azul, através da costura “Saddle Stich”.

Custos, preços e Prazos: O valor final cobrado inclui os custos do material, o tempo de dedicação na criação do jogo, na diagramação, na impressão e confecção manual do livro. Ela carrega um valor agregado de autenticidade e individualidade em cada unidade do livro, uma vez que a arte da capa é produzida com a imagem e os textos carimbados sobre a superfície do papel, conferindo um charme pela própria “imperfeição” do processo. Soma-se a isso, a intervenção posterior que faço sobre a ilustração, com pinceladas de aquarela azul em cada livro.

Para que a execução desta tarefa seja possível, eu precisarei trabalhar com baixas tiragens. Algo entre 10 a 15 unidades por tiragem. Comento isto pois cada unidade será autenticada com numeração, assinatura e carimbo. A ordem dos pedidos respeitará a numeração das tiragens. As tiragens poderão ter características diferentes entre si, à medida que eu desejar explorar possibilidades de acabamento, material, etc., mas elas sempre terão o mesmo preço, e eu sempre apontarei onde elas se diferem. Por uma questão de sanidade, não haverá como aceitar pedidos de reserva. Além disso, eu peço um prazo máximo de 15 dias para o envio das cópias, uma vez que leva um tempo bom para produzí-las.

Pagamento: a princípio pensei em utilizar o método rudimentar de pagamento através de depósito bancário, mas depois de uma leve pesquisa, acredito que o PayPal seja o método com o melhor custo benefício para todo mundo.

Toque Final: Vale lembrar que o produto final tem uma qualidade artesanal. Então se você curte apoiar umas paradas mais hippies, uma produção punk caseira, feita à mão de forma hipster e carinhosa, comprando direto com o autor, você vai adorar o resultado. Mas se você espera um produto de alto luxo, em papel couchè brilhante, verniz localizado e hotstamp, provavelmente esta (ainda…) não é a versão para você, e provavelmente vai se decepcionar.
Por fim, saiba que seu interesse é mais um caminho para apoiar a minha produção como um todo. Mesmo que você não tenha como/não se interesse por me apoiar no Patreon, esta é uma ótima alternativa pontual de suporte.

E eu sou só gratidão!

=D

Adquira a sua cópia do Meu Brinquedo Preferido versão “Zine” aqui! 

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Special Hangout: Tabletop RPG around the World no EVRPG 2012

botecoevrpg

Aproveitando pra tirar a poeira e as teias de aranha do blog (2013 promete, mas eu só prometo as coisas mesmo, não…?), venho de última hora anunciar aqui e registrar que no próximo dia 8 de dezembro de 2012 (yep, amanhã…), vai rolar uma iniciativa bem legal do Júlio Matos com a organização do Encontro Virtual de RPG 2012, na qual eu tive a honra de ser incluído! Ricardo Tavares, Julio Matos, eu e o convidado internacional Jason Morningstar (autor de Fiasco, Grey Ranks, Durance, etc…), vamos bater um papo sobre o RPG ao redor do mundo.

Jason, que na Gencon deste ano organizou um painel sobre o assunto – comentando inclusive um pouco sobre a produção atual daqui – estará compartilhando um pouco das informações que tem reunido, e esta será uma puta oportunidade de começarmos, nós ludofônicos, a estreitar os laços com a comunidade ao redor do mundo! =]

Nas palavras do próprio Jason:

If you are making games, you need to be looking outside your own culture for both inspiration and fellowship. In terms of gaming, your own culture (whatever it is) is a monoculture – you and your freinds all grew up playing the same games in the same way. Thinking the same way about the same problems, too. There’s nothing more effective at shaking up one’s world view and questioning tired assumptions than seeing how other people do it – people who come from a different gaming tradition, approach similar problems in unexpected ways, and perhaps have entirely unique approaches to our shared hobby. It can be difficult and frustrating, since language is often a barrier and where it isn’t culture itself often is – but broadening your horizons is so, so worth it.

– retirado do blog Zeokang

Você pode confirmar sua presença no Evento do Google Plus CLICANDO AQUI!!!

Além disso, a Retropunk disponibilizou um brinde especial:

Um exemplar de FIASCO em Português autografado pelo Jason Morningstar!

Para concorrer basta retwittar (ou twittar) a frase abaixo e estar presente nos comentários da transmissão no dia do evento para receber (sortearemos durante o Hangout e o vendcedor vai ter que comentar que está assistindo :D):

Eu vou assistir o Hangout com Jason Morningstar no #EVRPG e quero ganhar FIASCO Autografado da @RetroPunkGD! Dê RT! kingo.to/1dM8

Segue o release oficial do evento:

Quem disse que precisa sair de casa para jogar RPG? Se você não encontra com quem jogar na sua cidade, chegou sua hora! Nos dias 7, 8 e 9 de dezembro de 2012, você vai poder se encontrar e jogar online com RPGistas de todo o país. Serão 72h de diversão! Há inúmeras opções de ferramentas disponíveis na internet: RPG2ic, Fantasy Grounds 2, Taulukko, RRPG Firecast, Open RPG, MapTools, Google Hangout, MSN, Skype, TeamSpeak, além dos velhos e bons fóruns e e-mails. Já Temos mesas cadastradas de D&D, Tormenta RPG, GURPS, Old Dragon e uma série de outros sistemas e temáticas! Saiba mais no site: http://www.evrpg.com.br/blog/ Participe! Se você é Mestre, cadastre sua mesa o quanto antes, para os jogadores escolherem o que jogar e preparar seus personagens com antecedência. Não se esqueça de deixar o máximo que puder de informações (sistema, cenário, número de jogadores, se ainda há vagas, se aceita iniciantes…), acompanhar os comentários no post e dar retorno às inscrições. Se você é jogador, mais fácil ainda: basta escolher a sua mesa navegando pelo menu superior do site e se inscrever por meio dos comentários e prepare o seu personagem! Já existe diversas mesas cadastradas. Só se inscrever e jogar! Clique neste link para encontrar uma mesa: http://www.evrpg.com.br/blog/?page_id=2351 Convidado Internacional Em uma iniciativa inédita, o EVRPG trará um bate papo virtual com um convidado internacional durante o Evento.  Guarde na agenda: no dia 8 de dezembro, durante o IV EVRPG, vai rolar um super Hangout com participações especialíssimas de Jason Morningstar (ele mesmo, o autor de Fiasco!), Eduardo Caetano (é, o cara de Violentina!) e Ricardo Tavares (sim, o Jogador Sonhador!). Essa turma de primeira vai bater um papo sobre Jogos Independentes pelo Mundo! Segue o Link do Evento: https://plus.google.com/u/0/events/ca147d9lqfp87bbptijsc29l3o0  Não quer perder, né? Então, atenção aos horários: 19h para quem tá no horário de Brasília, 16h para quem está nos EUA (Western) e 21h de Portugal.

Top 10 Livros de RPG

 


 

Minha contribuição! =]
Um pouquinho atrasado, mas o que importa é a brincadeira!

Durante a semana de 23 a 29 de Ssetembro de 2012, rolou a Semana Internacional do Livro, e a blogosfera rolista, inicialmente incentivada por Diogo Nogueira do blog Pontos de Experiência [ http://pontosdeexperiencia.blogspot.com.br/2012/09/semana-internacional-do-livro-seus-10.html ], iniciou uma brincadeira na qual você deveria listar os 10 livros de RPG que mais gosta. Para isso, deveria seguir apenas três regras:

1-Você deve possuir esses livros fisicamente, não vale PDF (se acontecer um cataclisma tecnológico, como você vai jogar com eles?) ou livros que você adoraria possuir;

2-Não precisa ser necessariamente um livro, pode ser um Boxed-Set (que acabe contendo mais de um livro), mas deve ser um único produto (ou seja, se por acaso você comprou um promoção que vieram vários livros juntos, mas, normalmente, eles são vendidos separados, não conta);

3-Podem ser livros nacionais ou importados, de qualquer sistema de regra, de qualquer tipo de ambientação, basta ser de RPG;

A cada escolha, fazer uma breve explicação do porquê da mesma, bem simples e rápida.

Meus 10 livros são

#1 – Apocalypse World
#2 – Fiasco
#3 – Abismo Infinito
#4 – Wraith: the Oblivion
#5 – GURPS Horror
#6 – Damnation City
#7 – Vampiro: a Máscara
#8 – GURPS Iluminatti
#9 – Trevas
#10 – Houses of the Blooded

As explicações estão no vídeo.

E você? Quais os 10 livros de RPG que mais gosta?

Mais Jogos, Menos Tempo.


Olá Rolistas!

Já faz um tempo que não escrevo esta saudação!

=]

O lance é que estive envolvido em um monte de projetos pessoais e profissionais que me ocuparam bastante o tempo, e me privaram de atualizar os conteúdos que gostaria de partilhar sobre o hobbie.

Alguns de vocês podem já ter visto os dois novos videos do meu canal do youtube. Como dito lá, meu intuito este ano é juntar as duas mídias – vídeo e texto – e o que mais for útil, na produção de conteúdo. Portanto, os vídeos serão um canal de comunicação mais direta e atual, enquanto os textos aqui no blog servirão mais como uma forma de registro e documentação.

Existem muitos projetos. Muitos mesmo. E muita coisa mudou e evoluiu desde de que lançamos o Violentina. Inclusive a própria cena rolista lusofônica evidenciou o que já esperávamos: uma crescente produção de jogos, e jogo muitos bons.

Secular Games.

Uma parte da explosão de jogos novos legais surgindo foi a segunda edição do Concurso Faça Você Mesmo de Criação de Jogos da Secular. Este ano justamente pela falta de tempo, não pude participar com a criação, mas auxiliei um pouco sendo convidado para ser um dos jurados da segunda etapa. E que jogos bacanas eu avaliei! Um destes que merece destaque é o Indecifrável Mundo Novo, bela surpresa do camarada Matheus Funfas. Você pode conferir este jogo e os demais aqui. Vai lá que tem muita coisa boa! Vale o meu parabéns para todo mundo que participou – esse ano estava mais difícil ainda, com a inclusão de oito temas guias – e principalmente pros ganhadores, como o comparsa invicto John Bogéa com seu Mundo Perfeito, e Júlio Matos com o sensacional O Jogo.

Uma das novidades mais legais deste ano, foi o convite que Secular Games me fez para incorporar de forma definitiva à editora, da qual sempre fui super fã. Projetos beeem legais estão no forno pra sair da padaria punk da editora…

Mais jogos.

Outra boa coisa que tem rolado este ano é que estou conseguindo jogar com uma certa frequência. Ok, não tanto quanto gostaria e que acredito que seja saudavelmente possível, mas ainda assim de forma considerável. Temos testado alguns jogos nossos, algumas ideias iniciais de mecânicas e conceitos, e isso tem me deixado numa pilha boa. Meu desejo é de  conseguir tecer comentários sobre eles sempre que possível aqui.

Uma destas experiências que merece um post só pra si, foi o processo de criação de uma campanha pós-apocalíptica que meu grupo realizou. Só pra dar uma palhinha, o processo se deu em duas sessões distintas em que a primeira foi uma reunião no buteco, para decidirmos em conjunto que tipo de histórias gostaríamos de contar. Até este ponto, não sabíamos qual o sistema, quem seria narrador e muito menos o cenário. Durante algumas horas de debate regado à cerveja, nivelamos os interesses e as expectativas de cada um ao jogar RPG, bem como o que não aprecia ou discorda. Ao fim da noite, tínhamos um conceito de cenário com o dedo de todo mundo e uma vontade insana de explorá-lo.

Num segundo encontro, reservamos a oportunidade para desenvolver e estabelecermos aspectos do cenário e NPCs, amarrando-os ao final durante a criação de personagens. Neste instante, tudo sobre o universo de jogo até então era de conhecimento e de agrado de todos. Como sistema, optamos por utilizar como o base, o FATE, e como fiquei encarregado de Narrar a campanha, adequei o sistema ao máximo que ele permite às expectativas  e necessidades da premissa.

Foi uma experiência fantástica!

Quero Jogar RPG & o Clube de Jogos Sétima Armada.

Belo Horizonte está numa época estimulante. Não só está crescendo o número de pessoas com interesse crítico no hobbie, como se consolida cada vez mais os espaços para encontros dos entusiastas. O Sétima Armada firmou parceria com o Centro Cultural da UFMG, e agora todo domingo temos um ótimo espaço para jogar, conversar e se encontrar. Além disso, a parceria com o Quero Jogar RPG, só vem à acrescentar, pontuando mensalmente um encontro que já alcança o terceiro ano existência!

Estudos de Design & Teoria.

Boa parte do meu tempo livre eu tenho reservado para ler e escutar material sobre Game Design. Tem sido estimulante e quase chego a compará-lo à um processo de “graduação”. Desde que adquiri o excelente Rules of Play, minha perspectiva sobre as possibilidades no hobbie só tem se expandido geometricamente. A principal proposta do livro é firmar fundamentos e conceitos, para que o Design de  Jogos seja encarado como um campo de conhecimento específico. Portanto seus conceitos vão tender a dar parâmetros mínimos para um debate livre de equívocos conceituais. Digo isso, pois recentemente o Rocha do Área Cinza e da Secular, tacou fogo numa iniciativa deveras empolgante. Com um convite provocativo, chamou uma galera da produção nacional pra discutir Teoria HardCore. O local escolhido para isso, não poderia deixar de ser, o Garagem RPG.

Portanto, se você também têm interesse nesse assunto, não deixe de passar por lá.

Por hora, é isso.

Este post foi um processo auto imposto com o propósito de me disciplinar a manter uma periodicidade de publicação. Desta forma, percebe-se o quanto estou enferrujado. Foi um post meio sem assunto central, seguindo apenas o fluxo de consciência, com o propósito apenas de informar-lhes e registrar as novidades. Ah! E claro, estreiar o novo template!

Com o tempo, pego o hábito, e aperfeiçoo o método, assim como num processo de playtest…

😉

Abraços

Violentina: A Versão Final de Playtest!

Olá Rolistas!

Finalmente está pronto a versão final de playtest do Violentina!
Para fazer o download, basta clicar no botão abaixo e postar um Tweet:

Você também conferir pode conferir na página do jogo, aqui.

Passamos o últimos mês terminando de testar e reformular as regras, diagramar, revisar texto, termos e convenções daquela primeira versão liberada na ocasião da III RPGCon.

Se você se interessou pelo jogo, vale a pena dar uma nova olhada, pois muita coisa foi aprimorada e incrementada. Esta nova versão está bem mais completa, compreensível e didática.

Além disso, foram incluídos no corpo do livro:

  • Exemplo completo de Sessão de Jogo ;
  • Algumas Dicas para potencializar a experiência do jogo;
  • Regras Alternativas;
  • Quadro e Gabaritos reformulados e diagramados para o tamanho correto (você pode encontrar seus respectivos PDF`s para download aqui.)

Acesse, baixe, confira e me diga o que achou!

Sua participação vai ser imprecindível na manutenção deste projeto. Sempre!

Novidades sobre a Campanha de Financiamento Coletivo do Violentina

Secular Games anunciou durante a RPGCon 2011, realizada nos dias 9 e 10 de Julho, que seu próximo lançamento, o jogo Violentina de Eduardo Caetano, seria feito através do modelo de financiamento coletivo. Alguns dias se passaram enquanto fazíamos os últimos ajustes, e agora, com tudo pronto, é hora de darmos a largada nesta experiência!

Esperamos que o Violentina seja o primeiro jogo de RPG nacional lançado através de uma campanha de financiamento coletivo (e precisaremos de seu apoio para isso!). Mas o que é oViolentina, e que diabos é financiamento coletivo?

Violentina é um jogo sobre Violência, Vícios, Volúpia e Vingança desenfreados, onde os jogadores interpretam trapaceiros, mafiosos, femme fatales e autoridades corruptas em uma espécie de Colaboração Competitiva. Profundamente inspirado na estética e na narrativa dos filmes de Quentin Tarantino Guy RitchieVioletina utiliza um sistema baseado em cartas e fichas de poker afim de distribuir de forma equilibrada o controle narrativo entre os jogadores, transformando aspectos e características específicas deste tipo de filme em mecânicas de jogo. De acordo com esta proposta, Violentina é um Jogo de Contar Histórias sem mestre, sem preparo, sem ordem cronológica, baseado em enquadramentos de cena e na criatividade de todos os participantes.

Violentina vem sendo desenvolvido por Eduardo Caetano de maneira aberta – e a  versão mais atual do jogo pode ser baixada de graça – recebendo críticas e sugestões da comunidade, essenciais para o desenvolvimento do jogo. O lançamento através do financiamento coletivo é só mais um passo em seu processo de criação colaborativa e aberta!

E o que significa financiamento coletivo? Financiamento coletivo (ou crowdfunding) é o método de bancar um projeto através da contribuição antecipada daqueles interessados na iniciativa. Se o valor estipulado para a execução do projeto for alcançado, a parada acontece e todos os colaboradores recebem recompensas previamente combinadas de acordo com o seu nível de suporte. Se o valor não for alcançado, o projeto volta para a gaveta e nenhum colaborador é cobrado. Como um amigo nosso definiu muito bem, ao participar de uma iniciativa de financiamento coletivo, você se torna uma espécie de micro-sócio no projeto, contribuindo para sua execução, mas também recebendo coisas legais em troca caso ele realmente saia do papel (ou do site!) e se realize.

Bang!

A cada dia o financiamento coletivo se torna uma estratégia mais comum e eficiente para bancar projetos interessantes. Recentemente A Banda Mais Bonita da Cidadeconseguiu bancar a gravação de seu primeiro disco através do financiamento coletivo, e fora do Brasil vários jogos independentes tiveram campanhas decrowdfunding muito bem sucedidas, tais como o Do: Pilgrims of the Flying TempleTechnoir eStartup Fever só para citar alguns.

Queremos não só que o Violentina seja o primeiro jogo de RPG nacional lançado através do modelo de financiamento coletivo, mas também testar o formato e sua viabilidade do mercado nacional de jogos, abrindo portas para outras iniciativas independentes!

A campanha de financiamento coletivo do Violentina será feita no site Movere.me, e terá início no dia 01/08, próxima segunda-feira. A campanha terá a duração de 30 dias e tem como objetivo arrecadar R$1750,00 para a produção da tiragem inicial de 100 cópias do livro. Dentre as possibilidades de recompensa se encontram:

  • O download da versão final de em Violentina PDF.
  • A cópia impressa do livro autografado.
  • Par de baralhos exclusivos para o jogo.
  • Livreto impresso com 3 novas Tramas
  • Uma maleta super com uma versão do livro encadernada à mão e com todas as outras recompensas disponíveis e mais alguns itens exclusivos.

A contagem regressiva para o início da primeira campanha de financiamento coletivo para um RPG nacional começou! Se você quer ver esta iniciativa dar certo já pode contribuir antes mesmo do dia 1º de Agosto, divulgando este texto e a proposta para o maior número de pessoas que conseguir, espalhando o link para download da versão de playtest do Violentina, e nos enviando suas críticas e sugestões.

Façam suas apostas!

 

fonte:  Secular Games

A origem da mecânica básica de Violentina

Olá Rolistas. Estou prestes a terminar a primeira versão de playtest de Violentina, que disponibilizarei aqui para download. Estava então neste final de semana a escrever alguns textos completares que quero incluir no livro, e acabei por perceber que seria legal dividir com vocês, o texto final que fecha o livro, onde conto como surgiram algumas das primeiras idéias para a mecânica básica do jogo. Como algumas idéias sempre estiveram lá no fundo da minha mente, latentes, esperando pra serem cuspidas pra fora, resultado inevitável de como eu sempre me comportei em relação ao hobbie. De como eu sempre o abordei. Bom, sem mais, as Últimas Palavras do livro:

… uma última palavra

Bom, além de todas estas referências anteriores, existe mais uma, menos específica, que eu gostaria de compartilhar com vocês, sem tomar muito mais do seu tempo, pois acredito que ela diz muito sobre o que eu penso sobre RPG’s, sobre o processo de concepção inicial e desenvolvimento de um jogo, sobre o lugar de onde nascem as inspirações, sobre como precisamos enxergar as coisas sob outras perspectivas – “thinking outside the box” – para que possamos contribuir significantemente para o nosso querido hobbie.

Comecei a jogar RPG em 1995, com 14 anos, quando morava no interior de Minas Gerais, em Varginha. E sei lá o porquê, decidi começar a jogar essa bagaça. Comprei o Tagmar e comecei a mestrar para alguns amigos. É meu jogo de fantasia favorito. Comecei assim, mestrando, achando que estava fazendo tudo errado. Essa primeira experiência se tornou uma campanha de dois anos. E durante estes dois anos conheci muita gente e muitos jogos, fiz muitos amigos e descobri que o que eu gosto mesmo é de mestrar. O grupo cresceu tanto que se tornou um projeto de live action do Brasil by Night. Éramos cerca de 50 pessoas, mais o pessoal que vinha sempre do Rio, de São Paulo e BH pra jogar com a gente. Tive então de me mudar para Belo Horizonte, e inevitavelmente me afastei do meu querido grupo, meus queridos amigos. Por sorte e ocasião do destino, vim a morar em um prédio em que havia um jogador de RPG e uma cambada de criança que conhecia o jogo. E foi aí que surgiu a semente para Violentina que só viria a germinar mais de dez anos mais tarde.

Certa vez estávamos no pilotis do prédio, a jogar aquele jogo simples de Detetive, em que você escreve Assassino, Detetive e Vitima em papeizinhos a serem sorteados e mantidos em segredo, onde o assassino consegue matar a vitima apenas com uma piscadela, e o detetive deve apenas percebê-lo para capturá-lo, lembra–se? Pois bem, ao invés de bilhetes, utilizamos cartas de baralho: Rei para o Detetive e Ás para o Assassino.

Para sanar a abstinência de jogar Lives e me divertir com o pessoal do prédio, brotou na minha cabeça uma idéia deveras interessante. Reuni a criançada toda, cerca de oito ou nove, e as chamei para uma brincadeira de Polícia e Ladrão um pouco diferente. Para dar uma temperada no jogo, e torna-lo menos enfadonho àqueles que eram somente Vitimas, criei mais dois papéis coadjuvantes: O Repórter, e A Prostituta (não me julguem, eu era adolescente na época…), respectivamente o Valete e a Dama, comparsas do Detetive e do Assassino e que possuíam poderes menores. Eles podiam dedurar seus respectivos inimigos para seus Comparsas. A pegada do jogo, se você não se lembra, era ver quem descobria quem primeiro. Ou  o Detetive capturava o Assassino ganhando o jogo, se o visse piscando, ou o Assassino matava todo mundo e ganhava ele o jogo. Com o acréscimo dos comparsas, a dinâmica do jogo potencializou-se, criando uma rede de intriga, desconfiança e paranóia divertidíssimos! Acrescente a isso, o fato de jogarmos de pé, interpretando, como em um Live. Sempre em uma situação diferente: uma festa, um concerto, uma solenidade. Usávamos arminhas de brinquedo, e durante uma cena de quinze, vinte minutos, nos divertíamos a beça. Elas adoravam.

Eu também.

Mantive esta experiência dentre minhas lembranças preferidas. Até eu redescobrir o RPG uma década depois, e minha mente começar a perturbar-se com como as coisas haviam se desenvolvido na gringa desde então.

Sempre fui fã de Tarantino. E sempre me perguntava por que ainda não havia visto nada adaptado para RPG. Ao me interar com a cena independente e absorver, entender que era possível aplicar seus conceitos, foi só somar 2 e 2. Eu tinha então minha semente para a concepção do meu jogo Tarantinesco. Obviamente eu tive de jogar, aprender e deliberadamente me inspirar em outros jogos, como Fiasco e A Penny for my Thoughts e tantos outros.

Mas o embrião para este jogo que tem em mãos, foi concebido lá, há dez anos atrás, com um bando de crianças.

Keep Thinking Outside the Box…

Garotada do pilotis

Do It Yourself! Divisória Genérica Definitiva do Mestre

Olá Rolistas!

Inicio as postagens neste blog com uma sugestão que julgo no mínimo interessante, para àqueles Mestres e Narradores que gostam de se apropriar das qualidades de seu tradicional Escudo do Mestre.

Meu intuito é dividir esta idéia com vocês e inspirá-los a quem sabe fazer as suas próprias Divisórias Genéricas Definitivas do Mestre!

Ingredientes:

  • Criatividade
  • Papel Percalux (125cm x 25cm)
  • 4 placas de Papel Calandrado (29,7cm x 21cm)
  • 4 folhas de Papel Texturizado a sua escolha (19cm x 27,7cm)
  • 16 cantoneiras auto-adesivas de álbum de fotografia
  • papel de rascunho (para conter o excesso de cola – eu uso uma lista telefônica velha, mas pode ser jornal =])
  • Estilete
  • Cola branca
  • Régua metálica
  • Pincel (tipo trincha)
  • Dobrador (tipo uma espátula)
  • Paciência

Compartilho então minha primeira tentativa em unir meus dois hobbies favoritos (RPG e encadernação de livros) para criar uma Divisória do Mestre elegante e funcional, para que sirva a qualquer jogo e propósito que o Mestre precisar.

O objetivo era criar uma Divisória que suportasse qualquer tabela que eu venha precisar para meus jogos, qualquer mapa, qualquer handout e demais informações que eu possa inventar, copiar, baixar, confeccionar ou fazer eu mesmo, num Photoshop ou Excel da vida.

Se você narra uma campanha, por exemplo, você pode ocupar somente duas abas  com tabelas rotineiras, e deixar as outras duas livres para anexar informações específicas de cada sessão.

A encadernação em Percalux é impermeável, de forma que você pode colar post-its e fitas adesivas a vontade em seu exterior [colando imagens inspiradoras para a sessão, quem sabe..?) e depois  limpá-las com um pano úmido.

Neste exemplo, eu confeccionei a Divisória o mais neutra possível, para não fazer referência a nenhum jogo específico, mas caso você deseje e tenha um pouco de criatividade, você pode customizar a sua a vontade (estou planejando fazer uma SteamPunk bem elaborada!).

Assim ela se torna  ideal para Mestrar em encontros, ou se você não mestra em casa, pela praticidade, se tornando quase uma pasta em que você pode levar somente a papelada necessária pro jogo no dia.

RPG de exemplo:

Onírica do Vitor Pissaia, jogo participante do Concurso Faça Você Mesmo de Criação de Jogos do pessoal da Secular Games, e que você pode conferir e comentar no Garagem RPG