Mais Jogos, Menos Tempo.


Olá Rolistas!

Já faz um tempo que não escrevo esta saudação!

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O lance é que estive envolvido em um monte de projetos pessoais e profissionais que me ocuparam bastante o tempo, e me privaram de atualizar os conteúdos que gostaria de partilhar sobre o hobbie.

Alguns de vocês podem já ter visto os dois novos videos do meu canal do youtube. Como dito lá, meu intuito este ano é juntar as duas mídias – vídeo e texto – e o que mais for útil, na produção de conteúdo. Portanto, os vídeos serão um canal de comunicação mais direta e atual, enquanto os textos aqui no blog servirão mais como uma forma de registro e documentação.

Existem muitos projetos. Muitos mesmo. E muita coisa mudou e evoluiu desde de que lançamos o Violentina. Inclusive a própria cena rolista lusofônica evidenciou o que já esperávamos: uma crescente produção de jogos, e jogo muitos bons.

Secular Games.

Uma parte da explosão de jogos novos legais surgindo foi a segunda edição do Concurso Faça Você Mesmo de Criação de Jogos da Secular. Este ano justamente pela falta de tempo, não pude participar com a criação, mas auxiliei um pouco sendo convidado para ser um dos jurados da segunda etapa. E que jogos bacanas eu avaliei! Um destes que merece destaque é o Indecifrável Mundo Novo, bela surpresa do camarada Matheus Funfas. Você pode conferir este jogo e os demais aqui. Vai lá que tem muita coisa boa! Vale o meu parabéns para todo mundo que participou – esse ano estava mais difícil ainda, com a inclusão de oito temas guias – e principalmente pros ganhadores, como o comparsa invicto John Bogéa com seu Mundo Perfeito, e Júlio Matos com o sensacional O Jogo.

Uma das novidades mais legais deste ano, foi o convite que Secular Games me fez para incorporar de forma definitiva à editora, da qual sempre fui super fã. Projetos beeem legais estão no forno pra sair da padaria punk da editora…

Mais jogos.

Outra boa coisa que tem rolado este ano é que estou conseguindo jogar com uma certa frequência. Ok, não tanto quanto gostaria e que acredito que seja saudavelmente possível, mas ainda assim de forma considerável. Temos testado alguns jogos nossos, algumas ideias iniciais de mecânicas e conceitos, e isso tem me deixado numa pilha boa. Meu desejo é de  conseguir tecer comentários sobre eles sempre que possível aqui.

Uma destas experiências que merece um post só pra si, foi o processo de criação de uma campanha pós-apocalíptica que meu grupo realizou. Só pra dar uma palhinha, o processo se deu em duas sessões distintas em que a primeira foi uma reunião no buteco, para decidirmos em conjunto que tipo de histórias gostaríamos de contar. Até este ponto, não sabíamos qual o sistema, quem seria narrador e muito menos o cenário. Durante algumas horas de debate regado à cerveja, nivelamos os interesses e as expectativas de cada um ao jogar RPG, bem como o que não aprecia ou discorda. Ao fim da noite, tínhamos um conceito de cenário com o dedo de todo mundo e uma vontade insana de explorá-lo.

Num segundo encontro, reservamos a oportunidade para desenvolver e estabelecermos aspectos do cenário e NPCs, amarrando-os ao final durante a criação de personagens. Neste instante, tudo sobre o universo de jogo até então era de conhecimento e de agrado de todos. Como sistema, optamos por utilizar como o base, o FATE, e como fiquei encarregado de Narrar a campanha, adequei o sistema ao máximo que ele permite às expectativas  e necessidades da premissa.

Foi uma experiência fantástica!

Quero Jogar RPG & o Clube de Jogos Sétima Armada.

Belo Horizonte está numa época estimulante. Não só está crescendo o número de pessoas com interesse crítico no hobbie, como se consolida cada vez mais os espaços para encontros dos entusiastas. O Sétima Armada firmou parceria com o Centro Cultural da UFMG, e agora todo domingo temos um ótimo espaço para jogar, conversar e se encontrar. Além disso, a parceria com o Quero Jogar RPG, só vem à acrescentar, pontuando mensalmente um encontro que já alcança o terceiro ano existência!

Estudos de Design & Teoria.

Boa parte do meu tempo livre eu tenho reservado para ler e escutar material sobre Game Design. Tem sido estimulante e quase chego a compará-lo à um processo de “graduação”. Desde que adquiri o excelente Rules of Play, minha perspectiva sobre as possibilidades no hobbie só tem se expandido geometricamente. A principal proposta do livro é firmar fundamentos e conceitos, para que o Design de  Jogos seja encarado como um campo de conhecimento específico. Portanto seus conceitos vão tender a dar parâmetros mínimos para um debate livre de equívocos conceituais. Digo isso, pois recentemente o Rocha do Área Cinza e da Secular, tacou fogo numa iniciativa deveras empolgante. Com um convite provocativo, chamou uma galera da produção nacional pra discutir Teoria HardCore. O local escolhido para isso, não poderia deixar de ser, o Garagem RPG.

Portanto, se você também têm interesse nesse assunto, não deixe de passar por lá.

Por hora, é isso.

Este post foi um processo auto imposto com o propósito de me disciplinar a manter uma periodicidade de publicação. Desta forma, percebe-se o quanto estou enferrujado. Foi um post meio sem assunto central, seguindo apenas o fluxo de consciência, com o propósito apenas de informar-lhes e registrar as novidades. Ah! E claro, estreiar o novo template!

Com o tempo, pego o hábito, e aperfeiçoo o método, assim como num processo de playtest…

😉

Abraços

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